Joana, de 39 anos, sofre com sintomas de dor generalizada
há mais de 1 ano. Há pouco tempo resolveu buscar ajuda
profissional após uma amiga insistir para ela se tratar. Por não
ter condições financeiras, ela buscou tratamento em uma UBS
e, só um tempo depois, iniciou um tratamento multidisciplinar
que incluía atendimento psicológico. A princípio, Joana
questionou a necessidade de terapia, já que seu problema era
físico, mas acabou aceitando. Joana não compreendeu
quando a psicóloga lhe falou que seria importante explorar o
que a sua dor estava tentando lhe dizer e entender o que este
sintoma poderia significar para ela além de dor física. Falou
então para a psicóloga que não entendia o que ela estava
tentando lhe dizer e comentou que só queria ficar sem dor
para retomar sua vida de antes. Frente a essa colocação de
Joana, a profissional ficou em silêncio. Após esse atendimento
a paciente ficou bem desmotivada, achando que a psicóloga
não estava acreditando que sua dor era real. Pouco tempo
depois, Joana resolveu desistir do tratamento psicológico,
passando a frequentar apenas as terapias físicas.
De acordo com os fundamentos teóricos discutidos no artigo “A cultura profissional do psicólogo e o ideário individualista: implicações para a prática no campo da assistência pública à saúde” de Dimenstein (2000), qual das alternativas a seguir oferece a análise mais consistente a respeito do ocorrido no caso relatado?
De acordo com os fundamentos teóricos discutidos no artigo “A cultura profissional do psicólogo e o ideário individualista: implicações para a prática no campo da assistência pública à saúde” de Dimenstein (2000), qual das alternativas a seguir oferece a análise mais consistente a respeito do ocorrido no caso relatado?