Entre setembro de 2008 e setembro de 2009, foram selecionados, aleatoriamente, 294 indivíduos com idade igual ou superior a 65 anos, de ambos os sexos, residentes na zona urbana da Cidade de Parnaíba (PI). Participaram idosos de diferentes classes sociais. As fezes foram coletadas individualmente e acondicionadas em potes plásticos com tampa, devidamente identificados. A partir da análise de um questionário padronizado, aplicado a cada participante, 5,1% dos idosos afirmaram não ter vaso sanitário em casa, realizando as necessidades fisiológicas em áreas próximas à residência. O total de 30,6% dos idosos admitiu que o piso de suas residências fosse de barro, terra, cimentado ou piso morto, e 26,5% afirmaram não usar calçados constantemente. O total de 1,4% dos entrevistados utilizava água advinda de poços manuais ou do rio para beber, lavar roupas e alimentos e 17% admitiram não fazer nenhum tipo de tratamento de água antes de beber. O histórico clínico revelou que alguns idosos apresentavam sintomatologia como diarreia (20,4%), vômito (11,2%), prurido anal (18,7%) e dor abdominal (21,8%).
| Tabela 1 – Prevalência de enteroparasitoses em idosos de Parnaíba (PI) (em ordem decrescente) | |||
| Enteroparasitoses | % | Enteroparasitoses | % |
| Ascaris lumbricoides | 50,4 | Trichuris trichiura | 9,7 |
| Entamoeba coli | 50,4 | Enterobius vermicularis | 1,7 |
| Entamoeba hystolitica/dispar | 19,3 | Strongyloides stercoralis | 0,8 |
| Giardia lamblia | 11,8 | Shistosoma mansoni | 0,8 |
| Ancilostomídeos | 10,5 | Taenia sp | 0 |
Modificado de: Viana Furtado, LF et Lindoso Melo ACT, Prevalência e aspectos epidemiológicos de
enteroparasitoses na população geronte de Parnaíba, Estado do Piauí. Rev. Soc. Bras. Med. Trop. vol.44 nº.4 July/Aug. 2011.
Considerando as características da população estudada e a prevalência de enteroparasitoses encontrada, assinale a alternativa que apresenta as duas técnicas protoparasitológicas mais provavelmente empregadas no estudo.