Antes de constituir uma política, o fascismo é uma mitologia. Impõe mais um estilo do que propõe um programa. Tem o sentido do espetáculo, da multidão, do cenário, dos grandes símbolos. O fascismo e o nacional-socialismo defendem o primado do irracional. Mussolini e Hitler reencontram a concepção do mito que abala as multidões e as faz vibrar em um uníssono impulso. “Nós criamos o nosso mito”, exclama Mussolini em 1922, “o nosso mito é a nação, a grandeza da nação”.
Jean Touchard (direção). História das idéias
políticas (v.7). Lisboa: Europa-América, 1970, p. 113-5 (com adaptações).
Considerando o texto acima, julgue o item subsequente.
No auge do prestígio do regime militar, o governo Médici procurou, mediante poderosa estrutura publicitária, identificar pátria e governo, sugerindo não haver lugar no país para os adversários ao fazer uso de slogans como Brasil: ame-o ou deixe-o.