Uma mulher de 38 anos de idade foi atendida em casa, de madrugada, pelo Serviço de Atendimento Médico de Urgências (SAMU), relatando que há cerca de 2 horas foi acordada por intensa dor retroesternal, em aperto, associada a sudorese profusa. Já apresentou episódios semelhantes por 3 vezes. Nega doenças prévias, etilismo e uso de drogas ilícitas. Tabagista de 10 cigarros/dia há 20 anos. O exame clínico mostrou sinais vitais normais. Ritmo cardíaco regular com quarta bulha. Pulmões limpos. Abdome e extremidades sem anormalidades. Foi realizado o traçado eletrocardiográfico (calibração de 1 cm = 1 mV, velocidade do papel de 25 mm/s), cujo resultado é mostrado abaixo.

Imagem extraída de E. Braunwald, Heart disease. W. B. Saunders Co., 1997, p. 1.341 (com adaptações).
Após o procedimento acima relatado, a paciente foi medicada e transportada para um hospital e, cerca de 20 minutos depois, ao chegar no setor de emergência, apresentou-se assintomática; a dosagem sérica dos marcadores de necrose miocárdica foi normal; então, realizou-se novo traçado eletrocardiográfico (calibração de 1 cm = 1 mV, velocidade do papel de 25 mm/s), cujo resultado é mostrado a seguir.

Idem. Ibidem.
Com base nas informações da situação hipotética descrita acima, julgue o item que se segue.
O quadro clínico e os traçados eletrocardiográficos sugerem que o procedimento adequado consiste em medicar a paciente com um agente trombolítico (estreptoquinase, por exemplo), pois o quadro apresentado é de angina instável (com isquemia em parede inferior), e quanto mais precoce o uso dessas drogas, melhor o prognóstico.