A Professora Heliana de Barros Conde Rodrigues, em seu texto "Sejamos Realistas, tentemos o Impossível - Desencaminhando a Psicologia através da análise Institucional" (In: JACÓ-VILELA, A.M.; FERREIRA, A.A.L.; PORTUGAL, F.T. História da Psicologia: Rumos e Percursos. Rio de Janeiro: Nau Ed. 2007, p.555), apresenta um trecho marcante de Lapassade sobre o desafio da desinstitucionalização. Segue o trecho:
"A antipsiquiatria não é uma análise institucional crítica simplesmente porque propõe o fechamento dos asilos (...). Está ligada ao movimento institucionalista (...) na medida em que (...) interroga a hipótese de base da psiquiatria, ou seja, certa concepção dos 'transtornos mentais' que dá nascimento a estabelecimentos de cuidados, a práticas terapêuticas determinadas, a conceitos, a um ensino, uma organização, práticas sociais".
(Lapassade, G. El aprendizaje del análisis. In: Louroau, R.et alii El análisis intitucional.
Madri:Campo Abierto. 1977, 204).
Este pequeno trecho de Lapassade oferece um ponto de ligação entre a Análise Institucional e a antipsiquiatria. Sobre o tema, é correto afirmar que: