Na língua falada, frente a frente, mesmo atitudes não verbais do ouvinte (como um leve franzir de sobrancelhas, em sinal de desentendimento ou discordância) podem levar o falante a alterar o rumo da exposição. Por isso, considera-se que a língua falada possui um aspecto dialógico que faz com que emissor e receptor produzam a mensagem juntos, conforme o assunto vai sendo exposto.
[...] O escrito é mais planejável, e são fundamentais várias releituras para editar o produto final. O tempo de elaboração, portanto, é maior na comunicação escrita do que na oral. Na língua falada, por mais que se planeje o que se vai dizer, o controle não é total e os ajustes vão sendo revelados ao ouvinte. Não há como apagar o que foi dito, e por isso a língua falada deixa pistas sobre o processo de correção por meio de expressões retificadoras: ou melhor, quer dizer, isto é e outras.
(NÓBREGA, Maria Helena da. Como fazer apresentações em eventos acadêmicos e empresariais: linguagem verbal, comunicação corporal e recursos audiovisuais. 2. ed. São Paulo: Atlas, 2009.)
Segundo o texto: