Para responder à questão, leia o texto.
Pobres falantes! Seu trabalho não tem palavras, apenas ferramentas e isolamento. É um trabalho mecânico, infeliz, repetido, ao lado dos companheiros, mas longe deles. Sua conversa é com a máquina, a enxada. Em pequenos intervalos, permitem-lhes abrir a boca para comer a ração diária que mal lhes repõe as energias para durar aqueles trinta ou trinta e cinco anos que lhes deu a graça de ter nascido do lado errado do rio.
Chegando em casa, esse falante, esgotado, mal ouve as palavras domésticas ditadas pela TV ou gritadas pelos filhos, o rebanho doméstico, peças de futuras reposições. Se tem sorte, chega cedo, pode ouvir a vida nas novelas, no mundo dos auditórios. Ele, ela, pobretões, podem ouvir. De posse do instrumento língua, eles não podem usá-lo integralmente.
(Milton José de Almeida. Ensinar
Português? Em: João Wanderley Geraldi, O texto na sala de aula)
Considere o texto: O primeiro diz respeito às finalidades atribuídas ao ensino médio: o aprimoramento do educando como ser humano, sua formação ética, desenvolvimento de sua autonomia intelectual e de seu pensamento crítico, sua preparação para o mundo do trabalho e o de competências para continuar seu aprendizado.
(http://portal.mec.gov.br/seb/arquivos/pdf/book_volume_01_internet.pdf)
Fazendo uma comparação entre o falante descrito por Milton José de Almeida e as finalidades atribuídas ao ensino médio, conforme as Orientações curriculares para o ensino médio: Linguagens, Códigos e suas Tecnologias, é possível concluir corretamente que este falante