Magna Concursos
2390264 Ano: 2010
Disciplina: Português
Banca: UFRGS
Orgão: TJ-RS
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Instrução: A questão refere -se ao texto abaixo.

Nada como a iminência de uma catástrofe ambiental em escala planetária para corrigir os maus hábitos de uma comunidade. Sou do tempo em que leite, refrigerante e cerveja eram vendidos em boas garrafas de vidro, reutilizáveis. Para ir feira ou ao supermercado, as donas de casa utilizavam sacolas de lona. O cafezinho era servido em xícaras de louça. A água era bebida em copos de vidro. Pratos e talheres eram feitos de louça e aço inox. Capa de chuva era confeccionada em gabardine.

Tudo isso ficou fora de moda da noite para o dia com o advento das garrafas pet, das sacolas, dos copos, talheres e até das capas de chuva de plástico – tudo descartável. “Moderno” passou a ser usar uma vez só o que quer que fosse, e jogar fora em seguida. Até bens mais duráveis, como computadores, eletrodomésticos e celulares, tornaram-se nos últimos anos descartáveis. A obsolescência programada se incorporou aos objetos do nosso cotidiano de forma tão natural, que quase nem percebemos.

Felizmente, estamos nos dando conta de que esse modo de vida absurdo, importado acriticamente dos EUA e do Japão, cobra um alto preço da natureza, exaurindo os recursos naturais do planeta e transformando o mundo em que vivemos em um grande lixão. O que até pouco era considerado “antigo”, agora é moderníssimo. A Coca-Cola, por exemplo, já oferece em supermercados e bares garrafas pet reutilizáveis após reciclagem, com um bom desconto no preço do refrigerante. Supermercados estimulam o uso de sacolas de pano. Empresas substituem copos descartáveis por canecas de louça ou vidro e reduzem o consumo interno de papel. Crescem, nos EUA e na Europa, movimentos como os da Simplicidade Voluntária, da Casa Pequena, do Consumo Consciente, e outros, que propõem um novo estilo de vida, baseado na frugalidade, na reciclagem e na sustentabilidade. Moderninha, fashion mesmo, era minha avó.

Os praticantes desta nova filosofia de vida não são new hippies. Também não pretendem acabar com o capitalismo. Não se trata de um retorno nostálgico a Woodstock ou de uma nova utopia regressiva. Nada disso. São pessoas comuns, como eu e você, que, um dia, perceberam que o consumo desenfreado não entrega felicidade prometida pela publicidade. Gente que, com seu trabalho de formiguinha, tenta evitar não apenas o aquecimento global, mas a completa exaustão do planeta.

Felizmente, as novas gerações já estão mais atentas urgência de economizar recursos naturais. Não me surpreenderia se, dentro de alguns anos, comprar e descartar objetos compulsivamente, como ainda fazemos, venha a ser algo tão malvisto socialmente como é hoje o consumo de cigarro ou de drogas. A diferença é que, quando se trata do meio ambiente, as conseqüências de nossos atos atingem a todos. Sem exceção.

Adaptado de: GUARNIER FILHO, Irineu. Fashion era minha avó. ZERO HORA. 17 de janeiro de 2010, n° 16218.

Considere as seguintes afirmações sobre o emprego de estruturas contendo o vocábulo que.

I - A expressão em que, na linha 1-2, poderia ser substituída por onde, sem se desviar da norma gramatical ou comprometer o sentido da frase.

II - Na linha 14, que tem a função de sujeito.

III - Na linha 17, que introduz um objeto oracional à sentença que o antecede.

Quais estão corretas?

 

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