A meta da Organização Mundial da Saúde (OMS) de reduzir
a mortalidade por doenças crônicas não transmissíveis
(DCNT) em 2% ao ano exige um enorme esforço dos países.
Esse desafio lançado requer uma ação política global
de redução do risco cardiovascular global através de implantação
de medidas ao nível da comunidade, com intervenções
populacionais custo efetivas ? para reduzir as
DCNT e os seus fatores de risco (FR). No Brasil, a hipertensão
arterial atinge 32,5% (36 milhões) de indivíduos
adultos, mais de 60% dos idosos, contribuindo direta ou
indiretamente para 50% das mortes por doença cardiovascular
(DCV). Junto com diabetes mellitus, suas complicações
(cardíacas, renais e AVE) têm impacto elevado na
perda da produtividade do trabalho e da renda familiar, estimada
em US$ 4,18 bilhões entre 2006 e 2015. Na avaliação
de pacientes hipertensos,