TEXTO 1 – SONETO V
Noites, estranhas noites, doces noites!
A grande rua, lampiões distantes,
Cães latindo bem longe, muito longe.
O andar de um vulto tardo, raramente.
Noites, estranhas noites, doces noites!
Vozes falando, velhas vozes conhecidas.
A grande casa; o tanque em que uma cobra,
Enrolada na bica, um dia apareceu.
A jaqueira de doces frutos, moles, grandes.
As grades do jardim. Os canteiros, as flores.
A felicidade inconsciente, a inconsciência feliz.
Tudo passou. Estão mudas para sempre.
A casa é outra já, são outros os canteiros e as flores.
Só eu sou o mesmo, ainda: não mudei!
Augusto Frederico Schmidt
Assinale a alternativa que possui a mesma classificação morfológica dos seguintes vocábulos, respectivamente: estranhas, muito, sou.