A relação das mulheres com a saúde mental encontra-se subalternizada e invisibilizada no processo de construção da reforma psiquiátrica brasileira. No entanto, hoje, grupos, coletivos e movimentos sociais antimanicomiais estão cada vez mais atentos para a problemática. Sobre a luta antimanicomial, relacionada e interseccionalizada com os feminismos e a luta de classe, a partir do livro organizado por Pereira e Passos (2017), intitulado “ Luta Antimanicomial e Feminismos: discussões de gênero, raça e classe para a reforma psiquiátrica brasileira”, verifica-se que:
I Os estudos feministas e as construções teóricas da reforma psiquiátrica, especialmente quando articulados, trazem diversos pontos em comum. Colocam-se frente à problemática da dominação burguesa patriarcal sobre as mulheres, a partir da medicalização e da institucionalização.
II Não é tarefa da luta antimanicomial pautar e problematizar as múltiplas patologizações da vida e da existência humana, buscando, assim, a transformação da sociedade, o fim das opressões / explorações de gênero, raça, classe e da propriedade privada.
III A saúde mental da mulher, no modelo medicalizado e patriarcal, dialoga apenas com suas funções reprodutivas.
É correto afirmar que apenas: