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1346920 Ano: 2012
Disciplina: Português
Banca: MOVENS
Orgão: Pref. Aracaju-SE
Texto I
No Brasil e na maioria dos países, os problemas enfrentados diariamente pelas pessoas que se locomovem nas cidades normalmente têm uma análise fragmentada, resultando na dissociação entre o sistema de transporte público, a circulação de veículos particulares e o uso do solo.
A análise dos sistemas de transporte normalmente é focada nos aspectos inerentes à sua operação, e os responsáveis pelo trânsito, por sua vez, centram suas análises na garantia da fluidez de veículos, na expansão do sistema viário e na segurança. O uso e a ocupação do solo são predominantemente analisados dentro de uma relação de mercado, em que a função social da terra urbana precisa ser efetivamente garantida, apesar de previsto no Estatuto da Cidade e dos instrumentos urbanísticos disponíveis.
A ampliação do sistema viário assume grande importância e as administrações municipais dedicam uma parcela enorme de seus esforços e recursos para a sua expansão, que adquire dinâmica própria e se transforma em um fim em si, com grandes obras que se autojustificam. O planejamento e a execução de obras normalmente são feitos por distintos órgãos da administração pública, reforçando o atual modelo de pensar as cidades. Parte-se do pressuposto de que a cidade não tem limites para a sua expansão, que o transporte coletivo ou o individual superam os eventuais obstáculos e que todos os habitantes terão, um dia, um automóvel.(II)
Fragmento de texto de Renato Boareto - Revista dos Transportes Públicos - ANTP -
Ano 30/31 - 2008 - 3º e 4º trimestres (com adaptações)
De acordo com as ideias apresentadas pelo autor, julgue os itens abaixo como Verdadeiros (V) ou Falsos (F) e, em seguida, assinale a opção correta.
I – É lícito inferir do primeiro parágrafo que o “uso do solo” é o aspecto menos importante entre os demais, ou seja, ao pensar em mobilidade urbana, as administrações municipais dão prioridade ao sistema de transporte público e à fluidez dos veículos particulares.
II – O sistema viário brasileiro não carece de planejamento, já que “a cidade não tem limites para a sua expansão, que o transporte coletivo ou o individual superam os eventuais obstáculos e que todos os habitantes terão, um dia, um automóvel.
III – O autor revela, no segundo parágrafo, a sua insatisfação quanto ao atual modelo seguido pelas administrações municipais no que se refere ao planejamento das cidades, já que os problemas superam os benefícios, como, por exemplo, o gasto excessivo de recursos na execução de grandes obras.
IV – Ao centrarem suas análises na garantia da fluidez de veículos, os responsáveis pelo trânsito restringem a ampliação do sistema viário.
A sequência correta é:
 

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