As doenças sistêmicas estão, frequentemente, associadas a distúrbios no equilíbrio acidobásico. Em algumas situações, essas alterações podem resultar em risco de morte, caso não sejam identificadas, precocemente, e tratadas, adequadamente. Portanto, tornam-se imprescindíveis o reconhecimento precoce dos desequilíbrios acidobásicos e o tratamento das complicações. Em terapia intensiva, 90% dos pacientes têm algum distúrbio acidobásico. A respeito dos distúrbios acidobásicos, considere os itens:
I - A alcalose respiratória é caracterizada por aumento na pCO2 e por aumento compensatório na concentração sérica de bicarbonato. A principal causa encontrada em unidade de terapia intensiva é a doença pulmonar aguda ou crônica, com limitação na capacidade de ventilação alveolar relativa à produção de CO2.
II – A acidose respiratória ocorre quando a ventilação alveolar está aumentada em relação à produção de CO2 e se caracteriza por redução na pCO2 arterial. A compensação renal é feita pela diminuição na excreção de ácidos e pelo aumento na excreção de bicarbonato.
III - Na acidose metabólica, ocorre a diminuição dos níveis séricos de bicarbonato (<22mmHg), independentemente do pH. Suas principais causas são: Acúmulo de substâncias ácidas; Perda de fluidos contendo bicarbonato; Retenção apenas de H+.
IV – Alcalose metabólica, ocorre aumento do bicarbonato sérico acima de 26mmHg,
independentemente do pH. O mecanismo mais comum acontece por perda de íons H+ para as células ou para o meio externo, podendo surgir menos comumente no excesso na oferta de bicarbonato. São exemplos de causas específicas: Contração de volume (vômitos, diurese excessiva, ascite); Hipocalemia; Ingestão de álcalis (bicarbonato); excesso de glicocorticoides ou mineralocorticoides; Síndrome de Bartter.
Está correto o que se afirma em: