Ortiz (1985, p. 139) argumenta que a “identidade cultural” se constitui por meio de uma relação política, como “construção de segunda ordem” que se estrutura no jogo da interação entre o nacional e o popular no contexto da sociedade. A questão posta não é a de saber se a identidade e a memória nacional apreendem ou não os “verdadeiros” valores brasileiros, e sim a de identificar quem é o artífice da identidade e da memória que se querem nacionais. Considerando os argumentos apresentados, o grupo social a que o autor atribui o papel de “artífice da identidade e da memória” é