TEXTO II
Saudosa Maloca
Se o senhor não tá lembrado
Dá licença de contar
Ali onde agora está
Este adifício arto
Era uma casa véia, um palacete assobradado
Dá licença de contar
Ali onde agora está
Este adifício arto
Era uma casa véia, um palacete assobradado
Foi aqui seu moço
Que eu, Mato Grosso e o Joca
Que eu, Mato Grosso e o Joca
Construimos nossa maloca
Mas um dia
Nóis nem pode se alembrá
Mas um dia
Nóis nem pode se alembrá
Matogrosso quis gritar
Mas em cima eu falei
Os home tá cá razão
Nóis arranja outro lugar
Mas em cima eu falei
Os home tá cá razão
Nóis arranja outro lugar
Só se conformemo
Quando o Joca falou
Deus dá o frio conforme o cobertô
Quando o Joca falou
Deus dá o frio conforme o cobertô
E hoje nós pega a paia
Nas grama do jardim
E pra esquecer nóis cantemos assim
Nas grama do jardim
E pra esquecer nóis cantemos assim
Saudosa maloca, maloca querida
Veio os home com as ferramenta
E o dono mandô derrubá
E o dono mandô derrubá
Peguemos todas nossas coisas
E fumos pro meio da rua apreciá a demolição
Que tristeza que nóis sentia
Cada táuba que caía
Doía no coração
E fumos pro meio da rua apreciá a demolição
Que tristeza que nóis sentia
Cada táuba que caía
Doía no coração
Dim dim donde nóis passemo os dias feliz de nossa vida
Saudosa maloca, maloca querida
Dim dim donde nóis passemo os dias feliz de nossa vida
Dim dim donde nóis passemo os dias feliz de nossa vida
Adoniran Barbosa(Série Bis, 2005)
O uso da língua na comunicação cotidiana, além de assumir um caráter social, estabelece suas próprias regras. A utilização de vários elementos como a entonação, gestos, pausas, entre outros, são elementos promotores da compreensão de uma fala; há também expressões que, de muito utilizadas, passam a ter uma terminologia específica; tem a função social de aconselhar e advertir, ao mesmo tempo em que transmitem ensinamentos. O fragmento, retirado do Texto II: Deus dá o frio conforme o cobertô. É um exemplo claro desse modelo de expressões que denominamos de:
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