Na maternidade, a escuta psicológica permite que a mulher e/ou seu companheiro reflitam sobre os modos existenciais escolhidos para se viver diante da maternidade: "Ser-mãe", "Ter que ser mãe" e o "Ter que ter um filho". A partir destas escolhas também é possível perceber como está a construção do vínculo afetivo mãe-bebê, a rede de apoio sociofamiliar, a necessidade de encaminhamento para a equipe de Saúde Mental da rede municipal de saúde (SUS) e programas sociais. Não há como negar, não escutar ou não enxergar as questões de ordem social. Como o indivíduo é um ser-no-mundo, as questões sociais estão, geralmente, intrínsecas aos sofrimentos psíquicos, desnudando-se frente aos profissionais da Maternidade em situações de