O autor Enguita (1993, p. 231) argumenta que “a escola pode crescer, e sua estrutura mudar, em função da forma como a sociedade entende as necessidades de produção, por imperativo de legitimação meritocrática, pela crescente demanda popular de educação (…) ou por outras razões, mas, quaisquer que sejam as causas primeiras e/ou aparentes, sempre há um processo ao longo do qual tende a se produzir um ajuste entre o que a escola dá e o que a produção pede”. Neste contexto, cabe ao trabalho do pedagogo – orientador educacional, numa perspectiva crítica de atuação na educação profissional, viabilizar a discussão das relações entre educação e trabalho, tendo presente:
(I) um projeto de educação que possibilite a formação do trabalhador consciente, crítico, participativo, autônomo e expropriado do saber e do controle do seu trabalho;
(II) a formação da consciência crítica do aluno, considerando as experiências de vida e de trabalho dos mesmos nas discussões dos problemas sociais e culturais;
(III) a reflexão dos conceitos sobre educação, trabalho, qualificação profissional, evidenciando como a escola e o mundo do trabalho são instâncias separáveis;
(IV)a função absolutizada da educação em contribuir, sobretudo, para a configuração do trabalhador exigido pelas relações sociais de produção, legitimando a ordem social;
(V) a formação profissional, pautada nos princípios do ensino unitário e politécnico, a qual deverá propiciar o resgate da relação entre conhecimento, produção e relações sociais.
Assinale a alternativa CORRETA: