Esta obra laboriosa de cerca de quarenta anos foi concebida num momento, no relâmpago de Julho. Nesses dias memoráveis, fez-se uma grande luz e vi a França.
Tinha annais, e não uma história. Homens eminentes tinham-na estudado sobretudo sob o ponto de vista político. Ninguém penetrara no infinito detalhe dos desenvolvimentos diversos da sua atividade (religiosa, econômica, artística, etc). Ninguém a tinha ainda abrangido com o olhar na unidade viva dos elementos naturais e geográficos que a constituíram. Fui o primeiro a vê-la como uma alma e uma pessoa.
(MICHELET, Jules. Prefácio para a História da França apud BORDE, Guy, MARTIN, Hervé. As escolas históricas. Lisboa: Edições Europa-América, 1990.)
Esse trecho, retirado do Prefácio da História da França de Jules Michelet, é representativo de uma das principais características da obra deste historiador francês dos oitocentos assim como da escola historiográfica a qual ele se vincula, a saber, o romantismo. Qual é essa característica?