Em 1930, o Paraná tinha 84,1 por cento de florestas. Cinquenta anos depois, apenas 5,1 por cento. Em 1940, o Rio Grande do Sul tinha 40 por cento de usa extensão territorial ocupado por matas. Em 1980, 1,8 por cento. A revista Isto É divulgou dados do Instituto Brasileiro de Desenvolvimento Florestal: “Em apenas cinco anos, de 1975 a 1980, segundo uma sequência de 2000 fotos tiradas por satélites, o total das florestas derrubadas na Amazônia passou de 2,8 milhões de hectares para 12,4 milhões de hectares — o equivalente aos Estados de Alagoas, Paraíba e Espírito Santo juntos”. Exploração intensiva, desmatamento irracional tecnologias inadequadas e
aplicação brutal de agrotóxicos fazer com que apenas o Estado de São Paulo perca 200 milhões de tonelada de solo fértil, registra o jornal ecológico Estado de Alerta, ao cobrir o quarto congresso da Associação Brasileira de Geologia, em abril de 1984. (BRANDÃO, Ignácio de Loyola.
Manifesto verde. São Paulo: Círculo do Livro, 1985.)