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Texto I

Todas as formas impeditivas da igualdade, tomadas pelo ângulo da uniformidade, ignoram o valor das diferenças ou as condenam aos estreitos espaços do privado e terminam em regimes autoritários, ditatoriais ou mesmo totalitários. Porém, a excessiva consideração das diferenças pode redundar no oposto de sua valorização, isto é, no não enriquecimento do ser social do homem. Algo que se pode verificar em sociedades tomadas por fundamentalismos ou crispações identitárias de qualquer espécie nas quais, como diz Rouanet, domina a ontologização da diferença. É o mesmo autor que defende o que chama "universalismo concreto": "A utopia iluminista é a de uma ética fundada na razão, voltada para a felicidade, capaz de julgar e criticar o existente, e tendo como objetivo uma comunidade argumentativa sem fronteiras, em que a igualdade não signifique nivelamento e em que a universalidade não leve à dissolução do particular".

Carlos Roberto Jamil Cury. Educação inclusiva. In: Anais do congresso brasileiro de qualidade na Educação — formação de professores, v. 1. Brasília: MEC 2002, "Simpósios", p. 350 (com adaptações).

Texto II

A democracia supõe tanto a igualdade para o que é igual ou que deve ser igual, quanto a consideração positiva da diferença como reveladora da profunda riqueza de que se revestem todos os seres humanos, desde que tal diferença se expresse na matriz igualitária do ser humano.

Idem, ibidem.

Acerca dos textos I e II, julgue o item a seguir.

Ao considerar o texto II como uma parte do texto I, seria correto localizá-lo tanto na situação de parágrafo inicial como na de final, uma vez que se trata de uma idéia geral adequada à introdução ou à conclusão.

 

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