“(...) já vi um atleta, pronto pra entrar em quadra e o técnico
dele pedir a ele que troque de uniforme, que empreste até
o tênis, porque o atleta que chegou joga melhor do que ele
e, aquele garoto que chegou na hora, que se comprometeu
com tudo, tava até aquecido pra jogar, teve que abrir mão
do uniforme, até do próprio tênis, porque o outro tava
sem, (mas) tecnicamente é melhor e pode entrar em jogo e
talvez vencer (...)”. (PROFESSOR C).
É lamentável que isto ocorra. Imaginemos quantos garotos
passaram (sofreram) “na mão” deste professor. Apesar de
indignante, importante seria não atribuir esse incidente
ao esporte. Tal fato indica que o professor só enxerga o
resultado, a vitória, custe o que custar, pouco importa
constranger uma criança ou um jovem. (p.80).
COSTA, J. M. Esporte escolar no Brasil: contradições e possibilidades.
Revista Kinesis, v. 33, n.1, jan-jun/2015.
O texto apresentado se refere ao testemunho de um professor acostumado a participar de eventos do esporte escolar. Com base na reflexão do texto e conforme uma perspectiva crítica a respeito dos aspectos da competição e cooperação no cenário escolar, julgue o item a seguir.
É preciso superar a lógica de que o esporte deve ser conteúdo da educação física e de permanente presença na escola uma vez em que ele possui internamente contradições inadequadas à formação da juventude.