Em fins da década de 1970, os estudos acerca
da eclosão de movimentos sociais urbanos eram
ainda incipientes e tateavam em torno da sua
relevância teórica para as ciências sociais. Sua
fundamentação baseou-se na análise desse
fenômeno enquanto resultado de contradições
decorrentes do desenvolvimento do capitalismo. De
acordo com a revisão de trabalhos expoentes sobre o
tema, empreendida por Márcia Bandeira de Mello
Nunes (1978), pode-se inferir que as interpretações
sobre eventos tão diversos e ocorridos em diferentes
contextos tinham em comum a seguinte inspiração
crucial: