O diagrama experimental que vai do desenho técnico e competente ao croqui analógico ou digital, passando, sem dúvida, pela maquete ou pelo modelo tridimensional constitui, para o designer, um laboratório de linguagem. Nessa experimentação, estamos na contramão da formalidade funcionalista, da organização hierárquica ou do apelo visual e decorativo de indisfarçável intenção persuasiva e comercial. Ao contrário, rompe-se aquela cadeia para explorar, no teste do diagrama em que, o desenho tem seu papel vital, a possibilidade da linguagem e, sobretudo, das interlinguagens que nos levam a repensar as dinâmicas já testadas e habituais e a enfrentar a semiose que envolve forma, cores, materiais e tecnologias responsáveis pela imagem do objeto ou do produto e indutor do consumo. O designer precisa propor o novo estético e informativo para fazer jus ao seu papel ético e social. No diagrama, repensa-se a pesquisa, o método abdutivo e sua hipótese, à informação, a eficiência comunicativa com o usuário, a educação social e ambiental e a própria história do design como criação de linguagem, ao mesmo tempo, cultural e tecnológica na proposta de usos e valores.
Lucrécia
Ferrara.
Do
desenho
ao
design:
um
percurso
semiótico.
In:
Galáxia
São
Paulo:
2004,
p.
54-7
(com
adaptações).
O
texto
descreve
a
sequência
de
pesquisas
informacionais,
formais,
gráficas,
de
materiais,
de
entendimento
da
cultura
e
a
transformação
de
todas
essas
relações
em
um
objeto
solidificado,
projeto
de
design,
pela
e
para
a
cultura.
Assinale
a
alternativa
correta
no
que
tange
à
nomeação
do
movimento
do
processo
de
design
dentro
do
pensamento
semiótico.