Os cachorros cientistas
Para quem tem um cachorro em casa, a cena é comum: basta se aproximar da porta para que o animal, do lado de dentro, comece a abanar o rabo ou latir. Na rua, ele é capaz de distinguir o caminho de casa e o rastro do dono com facilidade. Tais habilidades só são possíveis porque o olfato do cachorro é extremamente apurado. Os cães conseguem dividir o fluxo de ar em duas correntes separadas — uma é a da respiração e a outra, dos cheiros. Por isso, eles podem fazer as duas coisas ao mesmo tempo. Essas aptidões foram indispensáveis para realizar uma importante descoberta nas cadeias montanhosas de Velebit, na Croácia.
Na região, que fica ao longo da costa do Mar Adriático, os cães descobriram baús que um sítio arqueológico que data de quase três mil anos. “Obviamente, os narizes dos cães não cometem erros”, disse Vedrana Glavas, professora associada de arqueologia da Universidade de Zadar, na Croácia.
Na arqueologia, pesquisadores costumam usar radares de penetração, escaneamento a laser e ferramentas para escavar o solo à moda antiga. No entanto, os cachorros treinados podem fazer um trabalho ainda mais preciso e com um custo bem menor do que o maquinário usual. De acordo com o estudo divulgado, os animais que participaram da exploração são preparados para investigações criminais, especialmente no que diz respeito valas clandestinas e pessoas desaparecidas, em parceria com o governo da Croácia.
(Fonte: Isto é - adaptado.)
No trecho “No entanto, os cachorros treinados podem fazer um trabalho [...]”, o termo sublinhado expressa ideia de: