
Um CLP X possui capacidade de troca de dados numa rede do tipo mestre-escravo, como mostra a figura. O CLP mestre faz uma varredura cíclica em todos os CLPs escravos da rede, realizando o intercâmbio de dados. A comunicação por rede permite que os CLPs compartilhem variáveis entre si. O ciclo de varredura de rede é independente do ciclo interno de varredura dos CLPs, que é composto pelas seguintes etapas:
1) Atualização da memória de entrada e saída local.
2) Atualização da memória de dados referentes à rede.
3) Execução do programa de aplicação do usuário.
Na etapa 2 do ciclo de varredura do CLP, os dados recebidos por uma comunicação de rede são atualizados na memória e os dados referentes aos outros CLPs são repassados para transmissão. As trocas de dados entre diferentes estações escravas são feitas por intermédio do CLP mestre. Os tempos estimados para a rede da figura são:
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Tempo de sensibilização de uma entrada local do CLP X |
TI |
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Tempo de sensibilização de uma saída local do CLP X |
TO |
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Tempo de varredura da rede |
TR |
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Tempo de varredura do CLP mestre |
TM |
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Tempo de varredura do CLP escravo i (i = 1, ..., n) |
TEi |
Considere a figura abaixo:

A ligação em rede do CLP X também permite uma configuração de entrada e saída remota, onde apenas o CLP mestre executa o programa de aplicação do usuário e os CLPs escravos simplesmente disponibilizam as suas entradas e saídas ao CLP mestre pela rede.
Numa comunicação mestre-escravo, em modo de entrada e saída remota, ilustrada na figura, o CLP mestre recebe um estímulo na entrada, correspondente ao ponto X01, que provoca uma modificação na saída correspondente ao ponto Y11 do CLP escravo 1.
A estimativa correta do tempo de transmissão deste estímulo da entrada do mestre para a saída do escravo 1 é: