Mobilidade urbana
Mobilidade urbana é definida como a capacidade de deslocamento de pessoas (e bens) no espaço urbano para a realização de suas atividades cotidianas (trabalho, abastecimento, educação, saúde, cultura, recreação, lazer), em um tempo considerado ideal, de modo confortável e seguro.
Para tanto,(V) os indivíduos podem utilizar vários tipos de veículos ou apenas caminhar. Tudo vai depender das distâncias que terão que percorrer, do tempo ideal a ser despendido,(II) dos meios de transporte, das vias de acesso disponíveis e do custo e da qualidade deste deslocamento. Pensar a mobilidade urbana é, portanto, pensar sobre como se organizam os fluxos na cidade e sobre a melhor forma de se garantir o acesso das pessoas ao que a cidade oferece, de modo mais eficiente em termos socioeconômicos e ambientais. (...)
Embora, em passado não muito distante, a velocidade imposta pelos avanços na tecnologia dos transportes tivesse acenado(IV) para a diminuição das distâncias-tempo (de cerca de 15km/hora das carruagens movidas a cavalos para 100km/ hora do trem a vapor, por volta de 1830), atualmente estamos retornando no tempo, quando ônibus e automóveis, capazes de superar estas marcas, assumem velocidades semelhantes às das carruagens.
Além disso, esta possibilidade de percorrer distâncias em menos tempo também promoveu a expansão física das aglomerações urbanas, que, mesmo com transportes de massa eficientes, aumentam o tempo gasto no movimento pendular do cotidiano. Mesmo em países com meios de transportes coletivos de alta tecnologia, em cidades como Tóquio, Londres e Estocolmo, a lentidão dos deslocamentos(I) apresenta-se cada vez mais crítica.
Fragmento de texto de Heliana Comin Vargas - Temas urbanos. Revista Urbs.
Ano XII. N.º 47. jul.ago.set.2008.
http://www.vivaocentro.org.br/publicacoes/urbs/urbs47.pdf
(com adaptações)
De acordo com as estruturas linguísticas e gramaticais do texto, julgue os itens abaixo e, em seguida, assinale a opção correta.
I – A expressão “dos deslocamentos” funciona como objeto indireto.
II – A substituição de “despendido” por gasto não prejudica a correção gramatical do período.
III – Trata-se de um texto narrativo com predomínio de linguagem coloquial e expressões de cunho conotativo.
IV – A palavra “acenado” está empregada com o sentido de indicar, dar mostras a.
V – A expressão “para tanto” confere ao período a ideia de ambiguidade.
Estão certos apenas os itens