Os julgamentos que a comunidade e o secretário fazem do conhecimento linguístico de Dona Fiota
opõem-se, na medida em que a eleição de Dona Fiota está respaldada no conhecimento da língua e a recusa em lhe pagar, na falta de domínio da representação gráfica dessa língua.
expõem uma mesma crença, a de que conhecer uma língua é dominar a norma culta e os meandros da escrita, como se nota na referência ao lexicógrafo Antônio Houaiss.
complementam-se, já que cada um deles incide sobre um aspecto essencial da competência linguística do falante de qualquer língua: de um lado, o estilo cultivado e, de outro, a apropriação de um bem imaterial, a ortografia.
são apresentados pelo narrador como igualmente equivocados, uma vez que ambos operam com metas ainda não atingidas: uma escola aberta ao conhecimento popular, em um caso, e um mestre irrepreensivelmente ilustrado, no outro.
dialogam polemicamente com a declaração final de Dona Fiota, na qual fica explícita a aversão da falante da Gira da Tabatinga a políticas que impliquem desvalorização da diversidade linguística.
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