"É este o momento lógico e histórico de nossa intervenção. Nossos antigos aliados (Alemanha e Áustria) sempre tiveram interesses próprios, diferentes dos da Itália. Não nos impediram de concluir acordos com a Inglaterra e com a França e de encontrar na Rússia, a propósito da questão da Líbia, um apoio mais espontâneo e simpático do que junto aos nossos aliados. (...). Para participar do equilíbrio europeu, a Itália (...) enfrentava o incrível paradoxo de estar aliada com a sua natural inimiga, a Áustria. (...). Chegou o dia no qual a Itália teve que decidir-se pelos Aliados."
Discurso do deputado Vittório Emanuele Orlando, no Teatro
Massimo de Palermo, em 21 de novembro de 1915. In JANOTTI, Maria de Lourdes. A Primeira Grande Guerra - o confronto de imperialismos. São Paulo: Atual, 1992. Pág. 34-35.
O texto acima demonstra a opção da Itália de entrar na Primeira Guerra Mundial ao lado de Inglaterra, França e Rússia, desprezando antigos aliados como Alemanha e Áustria. Entretanto, o texto também refere-se à Áustria como a "natural inimiga" da Itália, o que contribuiu para a sua posição no conflito. Esta situação de “natural inimiga” ocorreu devido