Mulher de 48 anos, chega à urgência com quadro de choque refratário. Há vários meses cursa com quadro caracterizado como depressão, paulatinamente se recolhendo em casa, sendo que, na última semana, está acamada. Sem febre ou calafrios. A família não informa qualquer morbidade, exceto longa hospitalização no último parto há 21 anos quando recebeu transfusão de sangue. À admissão no CTI estava intubada, mal adaptada à ventilação mecânica, agitada, torporosa, em uso de doses elevadas de noradrenalina venosa (6 mcg/kg/minuto). Está ligeiramente hipocorada, hidratada no limiar; PA 108/62 mmHg; FC 61 bpm; poucos pelos axilares ou pubianos. Edema pouco depressível em MMII. Rx de tórax avaliado como normal, mas de má qualidade, exame de urina sem alterações. ECG eixo normal, ritmo sinusal regular, 62 bpm, sem alterações da repolarização. Considerando-se esse quadro, identifique o diagnóstico mais provável.