Contadores de histórias, mensageiros oficiais, guardiões de tradições milenares: todos esses termos caracterizam o papel dos Griots, que na África Antiga eram responsáveis por firmar transações comerciais entre impérios e comunidades e passar aos jovens ensinamentos culturais, sendo hoje em dia a prova viva da força da tradição oral entre os povos africanos. Nesse sentido, os Griots são os guardiões da palavra, responsáveis por transmitir os mitos, as técnicas e as tradições de geração para geração. Até os dias de hoje os Griots seguem em seu papel de guardiões da tradição, estando presentes em muitos lugares da África Ocidental, incluindo Mali; Gâmbia; Guiné; e, Senegal; e entre os povos Fula; Hausá; Woolog; Dagomba; e, entre os árabes da Mauritânia
(Disponível em: Griots: Os contadores de histórias da África Antiga. uol.com.br. Adaptado.)
O exemplo dos Griots traz à baila uma complexa e antiga discussão: a importância e a validade da história oral como fonte histórica. O historiador deve inicialmente compreender o modo de pensar de uma sociedade antes de interpretála. Ao se tratar de uma tradição oral, deve-se entender que nem todas as pessoas podem fazer ou narrar a tradição, havendo diferentes tipos de narradores. Há, também, outros cuidados importantes ao se trabalhar com a história oral, tais como: