
Foi entre os Bororos, na aldeia Meruri – MT, que os pesquisadores Maurício Lima e Breno Nogueira fizeram uma descoberta instigante. Ali se joga o adugo, um jogo de estratégia, complexo, digno de culturas muito desenvolvidas. “É um jogo muito elaborado. Não sabíamos que índios brasileiros o conheciam”, relata Lima. Adugo, um jogo de tabuleiro, jogado no chão, é composto por uma pedra que representa a onça e outras 14 pedras que representam cachorros. Desenvolve-se da seguinte maneira: a onça tem de comer os cachorros, e estes, por sua vez, têm de encurralar a onça. O jogador que está com a onça começa o jogo movimentando a peça para qualquer casa que esteja vazia, em qualquer direção. Em seguida, o jogador que está com os cachorros move suas peças. Tanto a onça quanto os cães podem andar uma casa (vazia) por vez, em qualquer direção e, desse modo, a onça captura um cachorro se saltar sobre a casa em que ele está para a próxima casa vazia, podendo capturar mais de um cachorro de cada vez (em todas essas situações, procede-se como no jogo de damas). Para vencer a partida, o jogador com a onça deve capturar cinco cachorros ou o jogador com os cachorros deve impedir qualquer movimento da onça. Ao final da partida, invertem-se os papéis: o jogador que ficar com a peça da onça passa a representar os cachorros, e vice-versa.
Benelesi Salete Grando (Org.). Jogos e cultura indígenas: possibilidades para a educação intercultural na escola (com adaptações).
Considere que o tabuleiro do adugo, ilustrado acima, seja retangular e que cada segmento não diagonal meça uma unidade de comprimento. Com base nessas informações, na figura e no texto acima, julgue os itens a seguir.
Considere que, a partir de um momento inicial t0 = 0, a população de onças-pintadas seja expressa, a cada ano t > 0, pela função P (t) = 2 550 !$ e^{-\dfrac{t}{10}} !$. Nessa situação, se 0,69 é valor aproximado para ln2, então, após sete anos, a população de onças se reduzirá a menos da metade da que existia no instante t0 = 0.