Magna Concursos
2451952 Ano: 2013
Disciplina: Português
Banca: CESPE / CEBRASPE
Orgão: IRB
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Na trilha do Verdeamarelismo, mas bem cedo convertido aos chamados da Antropofagia de Oswald e Tarsila, está Raul Bopp, cuja rapsódia amazônica, Cobra Norato, é o necessário complemento do Manifesto Antropófago. A estrutura da obra é épico-dramática e nela o poeta narra as aventuras de um jovem na selva amazônica, depois de ter estrangulado a Cobra Norato e ter entrado no corpo do monstruoso animal. Cruzam a história descrições mitológicas de um mundo bárbaro sob violentas transformações.

Aproximando Cobra Norato de outras obras míticas do Modernismo, diz, com acerto, Wilson Martins: “Observe-se que o mito da viagem no tempo e no espaço é a viga-mestra de Macunaíma, Martim Cererê, Cobra Norato: o Modernismo foi uma escola ambulante e perambulante, fascinado pela descoberta geográfica.”

Diálogos do protagonista com os seres espantados da floresta e do rio formam o coro cósmico de Cobra Norato, poema ainda vivo como documento do primitivismo entre nós. O telúrico interiorizado e sentido como libido e instinto de morte: essa, a significação da voga africanizante da Paris anterior à I Guerra; no Brasil, o reencontro com as realidades arcaicas ou primordiais fazia-se, isto é, pretendia-se fazer sem intermediários. Era a faixa mais ocidentalizada da cultura nacional que se voltava para o desfrute estético dos temas e da linguagem indígena e negra.

Alfredo Bosi. História concisa da literatura brasileira. São Paulo: Cultrix, 1986, p. 416 (com adaptações).

No que concerne às ideias e a aspectos gramaticais do texto acima, julgue (C ou E) o item subsequente.

A ausência de vírgula na denominação “Antropofagia de Oswald e Tarsila” (l.1) indica que o autor do texto considera que, além de Raul Bopp, só Oswald e Tarsila seguiram, com rigor, os postulados do Manifesto Antropófago.

 

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