O Brasil tem experimentado rápidas e profundas transformações no seu perfil demográfico, socioeconômico e epidemiológico nas décadas recentes, que têm modificado o perfil de adoecimento e morte. A urbanização acelerada, sem a infraestrutura adequada, e o rápido envelhecimento da população, por exemplo, são determinantes, comuns a países de desenvolvimento recente, que explicam parte importante do nosso perfil epidemiológico atual. Além disso, o maior intercâmbio global de pessoas e produtos tem produzido um crescente compartilhamento de riscos relacionados com surtos de doenças transmissíveis. As causas externas também se constituem em outro desafio para a saúde pública pelo crescimento de hospitalizações e mortes decorrentes de acidentes de transporte terrestre (ATT) na última década, particularmente relacionadas com as motocicletas.
SILVA JÚNIOR, Jarbas Barbosa da. Cenário epidemiológico do Brasil em 2033 - uma prospecção sobre as próximas duas décadas. Rio de Janeiro: Fundação Osvaldo Cruz, 2015.
Com base nas informações do texto apresentado e nos conhecimentos correlatos, julgue os itens a seguir.
As maiores taxas de mortalidade em 2015 foram dos estados das regiões Norte e Nordeste, com destaque para Tocantins (41,7/100 mil), Piauí e Maranhão (36,3/100 mil). Dos 10 estados com maiores taxas de mortalidade por ATT, quatro são do Nordeste, três da região Norte, dois do Centro-Oeste e um da região Sul. As menores taxas foram de São Paulo (18,3/100 mil), do Distrito Federal (18,9/100 mil) e do Rio Grande do Sul (19,5/100 mil).