Um dos procedimentos utilizados pelo autor com o objetivo de provocar o riso é fazer que
a história não tenha um enredo coerente, predominando nela o nonsense de falas como Você está enganado. E o mais curioso é que, ao mesmo tempo, está certo, certíssimo.
o analista use um jargão de sua área de atuação, enquanto o paciente decodifica essa linguagem a partir de referenciais mais genéricos ou de uso mais corriqueiro.
o sonho contado pelo paciente seja inteiramente inverossímil, sem que o analista questione a sua validade, preocupado que está em assumir o papel do gato da história.
o paciente seja incapaz de autorreconhecimento, a ponto de não saber dizer em certa passagem do diálogo se ele seria o paciente ou o doutor.
a situação vivida pelas duas personagens seja tão atípica a ponto de levar o leitor à desconfiança sobre o que na crônica é sonho e o que é realidade.
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