O texto a seguir é referência para a questão.
Por que abrir um negócio é cada vez mais comum entre mães
Yara Figueiredo, de 40 anos, não voltou ao trabalho numa multinacional em São Paulo depois da licença-maternidade do segundo filho. O problema não era nem descontentamento nem dificuldade para ascender profissionalmente. Yara queria ter controle sobre os próprios horários, para conseguir estar perto de Tiago e Maria Clara, hoje com 9 e 4 anos, respectivamente.
“Chorava toda vez que lembrava que os deixava”, afirma. Yara começou a elaborar um plano B entre as trocas de fraldas, como ela diz. Assim nasceu a ideia de abrir uma loja com peças de vestuário e decoração infantis. Quando Maria completou 9 meses, a loja foi inaugurada. Yara faz parte de um grupo de mulheres dispostas a abandonar a carreira e até a estabilidade da carteira assinada, para empreender e estar mais presentes no crescimento dos filhos. Nos Estados Unidos, existe um termo específico para se referir a esse grupo: são as mompreneurs – uma junção das palavras mãe e empresária, em inglês. (...)
A percepção sobre esse grupo de empreendedoras é compartilhada por gestores de carreira e empreendedores. Elas estão na faixa dos 30 anos e são casadas. Têm no mínimo ensino superior completo, pertencem à classe média alta e à classe alta e planejaram cada fase da vida. O filho faz parte desse projeto, e elas querem lidar bem com a maternidade. “Essas mulheres não estão dispostas a ficar longe dos filhos porque o trabalho não permite flexibilidade”, afirma Regina Madalozzo, professora e pesquisadora do Instituto de Ensino e Pesquisa, escola em São Paulo voltada ao ensino e à pesquisa nas áreas de economia e negócios. Em breve, diz Regina, essa necessidade será mais evidente na vida profissional dos homens também.
(LAZZERI, Thais. Por que abrir um negócio
é cada vez mais comum entre mães. Época. Publicado em 11/07/2013. Disponível em: <http://epoca.globo.com/vida/noticia/2013/07/por-que-abrir-um-negociob-e-cada-vez-mais-comum-entre-bmaesb.html> Acesso em 26/11/2013.)
No trecho “A percepção sobre esse grupo de empreendedoras é compartilhada por gestores de carreira e empreendedores”, a palavra grifada se refere ao fato de que: