Leia o texto a seguir.
Há um circuito internacional de megaeventos - Jogos Olímpicos, Copa do Mundo FIFA, exposições internacionais etc. - do qual tomam parte as cidades, cada qual buscando apresentar-se ao mundo como uma cidade global, nos dizeres de Harvey (2006), como uma cidade favorável e amigável aos negócios, como um lugar seguro para se morar e visitar, para divertir-se e consumir. O urbanismo olímpico, como uma forma de empreendedorismo urbano, surge com este objetivo. (...) Além do impulso ao desenvolvimento da economia local, as inovações prometidas ou pretendidas a partir dos Jogos guardam ainda o potencial de fixarem uma imagem urbana física e socialmente atraente para as sedes olímpicas, a imagem de uma cidade adaptada à finalidade competitiva, apta a receber novos fluxos de investimentos e especulação, de produção e consumo, enfim, uma cidade ajustada às atuais formas e caminhos de acumulação de capital.
MASCARENHAS, F. Megaeventos esportivos e Educação Física: alerta de tsunami. In. Revista Movimento, v. 18, n. 01, p. 39-67, jan/mar, Porto Alegre, RS, 2012, (p. 41-42).
O texto alerta que a realização dos Jogos Olímpicos e Paraolímpicos, no Brasil em 2016, aprofundariam um processo já em curso de