Texto 01
"Bomba! Bomba! O método de Cooper pode causar a morte!" Se pudesse ter o prazer de assistir ao noticiário de Ibrahim Sued na última sexta-feira, o sumo sacerdote da religião aeróbica ficaria, com certeza, muito irritado. Não com Ibrahim que apenas reproduzira o pensamento do professor Alberto Benchimol, brasileiro, diretor do Instituto de Pesquisas Cardiológicas do Hospital Bom Samaritano, de Arizona, Estados Unidos. "O sistema pode significar o caminho certo para o enfarte", teria dito Benchimol. Especialmente no caso de pessoas mais idosas. Kenneth Cooper, porém, aparentemente encontra explicações para tudo: "Eu sempre disse que um exame médico é imprescindível para qualquer pessoa que pretenda levar a sério o programa de condicionamento". Além disso, com o apoio da Força Aérea Americana, que tornou o método obrigatório em seus programas de educação física, está montando em Dallas, Texas, a primeira clínica especializada em diagnóstico e prevenção de doenças cardíacas através de exercícios. "O perigo não está no sistema do Dr. Cooper", completa Carlos Alberto Parreira, um dos preparadores físicos da seleção brasileira de futebol, "mas nos exageros que se cometem por aí. O Dr. Cooper estudou todos os problemas possíveis durante longos anos de pesquisas de campo e de laboratório, com pessoas de todas as idades. Assim, se as suas recomendações forem seguidas à risca, como nós fazemos com os jogadores da seleção, não haverá qualquer problema." De fato, basta lembrar o caso do capitão Arthur Yarrington que, aos trinta anos, foi proibido de voar nos jatos da Força Aérea dos Estados Unidos, por causa de um pequeno distúrbio cardíaco. "Ele tinha uma chance em mil", recorda Cooper. "Mas foi suficiente. Fizemos uma série exaustiva de exames. E então eu preparei um programa especial de exercícios para o capitão. Um ano depois ele estava correndo 50 quilômetros por semana. E resolveu pedir sua readmissão como piloto. Houve um teste severíssimo com seu coração. Os médicos que o examinaram surpreenderam-se ao ver que as coronárias de Yarrington tinham um calibre muito maior do que doze meses antes. E ele voltou a voar."
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