Magna Concursos
64944 Ano: 2010
Disciplina: Português
Banca: CESGRANRIO
Orgão: IBGE

BELO BELO

Belo Belo Belo,

Tenho tudo quanto quero.

Tenho o fogo de constelações extintas há milênios.

E o risco brevíssimo — que foi? passou —

[de tantas estrelas cadentes.

A aurora apaga-se,

E eu guardo as mais puras lágrimas da aurora.

O dia vem, e dia adentro

Continuo a possuir o segredo grande da noite.

Belo belo belo,

Tenho tudo quanto quero.

Não quero o êxtase nem os tormentos.

Não quero o que a terra só dá com trabalho.

As dádivas dos anjos são inaproveitáveis:

Os anjos não compreendem os homens.

Não quero amar,

Não quero ser amado.

Não quero combater,

Não quero ser soldado.

- Quero a delícia de poder sentir as coisas mais simples.

BANDEIRA, Manuel. Poesia completa e prosa. Rio de Janeiro: Aguillar, 1983.

As afirmações a seguir tratam da construção poética do texto.

I - A reiteração da negativa na penúltima estrofe reforça o caráter pacifista do eu lírico.

II - A presença marcante da 1a pessoa indicia o tom subjetivo que o poema traz.

III - A escolha de vocábulos como “lágrimas” e “tormentos” revelam o sofrimento do eu lírico.

É correto APENAS o que se afirma em

 

Provas

Questão presente nas seguintes provas