No hospital, o trabalho do profissional de psicologia requer a necessidade da reconfiguração do espaço do atendimento, contemplando novas ações para além do modelo clínico tradicional. O sujeito confrontado com a doença vê-se diante da exigência de organizar uma nova forma de existência, de ressignificar a vida afetiva e relacional, a partir do diagnóstico e terapêutica estabelecida. Nesse contexto, a intervenção do psicólogo dá-se:
I. a partir da compreensão dos processos psíquicos em torno do sofrimento que surge com o diagnóstico e tratamento. A partir daí, estabelecer um espaço continente de escuta ao sujeito, legitimando seus sentimentos, a fim de que ele possa reconhecê-los;
II. numa realidade em que a multiplicidade de situações e agentes envolvidos exige do profissional a compreensão acerca do funcionamento do órgão doente, a fim de minimizar os sintomas físicos;
III. no momento do encontro com o traumático, impactante. É justamente nessa fragmentação que, paradoxalmente, há um favorecimento para a subjetivação, surgindo, então, a possibilidade da construção de novos caminhos para o enfrentamento da vivência de adoecimento;
IV. na interlocução com os pacientes, a partir do reconhecimento das ambivalências e singularidades do discurso e do desejo humano.
Dos itens, está(ão) correto(s)