II. SABARÁ
A dois passos da cidade importante
a cidadezinha está calada, entrevada.
(Atrás daquele morro, com vergonha do trem.)
Só as igrejas
só as torres pontudas das igrejas
não brincam de esconder.
O Rio das Velhas lambe as casas velhas,
casas encardidas onde há velhas nas janelas.
Ruas em pé
(...)
Eu fico cá embaixo maginando na ponte moderna – moderna por quê?
A água que corre
já viu o Borba.
Não a que corre, mas a que não para nunca de correr.
Ai tempo!
Nem é bom pensar nessas coisas mortas, muito mortas.
Os séculos cheiram a mofo
e a história é cheia de teias de aranha.
(ANDRADE, Carlos Drummond de. Alguma poesia. São Paulo: Record, edição digital)
Está inteiramente correta a redação do seguinte comentário a respeito do poema de Drummond:
No poema,