TEXTO II
COM 3,3 MIL FOCOS, AMAZÔNIA TEM PIOR DIA DE QUEIMADAS EM 15 ANOS, APONTAM DADOS DO INP
O total foi registrado nesta segunda (22). Antes, o dia mais recente no 'ranking' de queimadas foi 30 de setembro de 2007. Seca, desmate e falta de fiscalização explicam marco, dizem especialistas.
Por Ardilhes Moreira, g1 - 24/08/2022 19h54
A atual temporada de queimadas na Amazônia registrou, na segunda-feira (22), um recorde negativo: 3.358 focos de incêndio no intervalo de 24 horas. E a pior marca em 15 anos, de acordo com dados do programa federal que monitora as queimadas no bioma.
Considerando a base do Programa Queimadas do Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe), antes do verificado nesta semanaA), a data mais recente a registrar um recorde de queimadas havia sido 30 de setembro de 2007A), quando o satélite que monitora a região flagrou 3.936 focos em 24 horas.
Desde essa dataC), não houve período de 24 horas com número maior do que o desta segunda-feira, 22 de agostoC). De acordo com o próprio Inpe, os números deste diaB) são compatíveis com valores dos “anos de ocorrências de queimadas mais críticos da série, de 2004 a 2007”B).
Quase três vezes mais que o 'Dia do Fogo'
Os 3.358 focos recentes representam ainda quase três vezes aquilo que foi visto em uma data emblemática na história de destruição do bioma: o “Dia do Fogo”.
O nome foi dado ao 10 de agosto de 2019D), quando fazendeiros no Pará se articularam criminosamente para provocar queimadas ilegais em diversos pontos da região. Ao todo, foram 1.173 registrados no “Dia do Fogo”.
Aquele mêsD) foi marcado por queimadas recordes no bioma, fazendo até mesmo que a cidade de São Paulo visse o dia virar noite por causa da fumaça vinda de queimadas na região da Amazônia.
O coordenador do Programa Queimadas do Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe), Alberto Setzer, explicou em entrevista que há diferenças importantes entre as duas datas.
“No dia do fogo, houve um evento específico, principalmente no sul do Pará, que contribuiu para este estado ter o maior número de focos na ocasião. Em 22 de agosto, os focos estão mais distribuídos em três estados”, analisa Albert Setzer.
No episódio atualE), respondem pela maioria dos focos: Amazonas (35%), Pará (33%) e Mato Grosso (22%).
“De qualquer forma, os 3.358 focos em 22 de agosto equivalem a quase o triplo dos 1.173 em 10 de agostoE) de 2019 no bioma Amazônia”, explica o coordenador do programa.
Disponível em: <https://g1.globo.com/meio-ambiente/noticia/2022/08/24/com-33-mil-focos-amazonia>.
Acesso em 24 ago. 2022. Adaptado.
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