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204205 Ano: 2008
Disciplina: Português
Banca: CETRO
Orgão: Pref. Sorocaba-SP

Folha Equilíbrio

Para educar é necessário ser impopular

Rosely Sayão

Outro dia a mãe de um garoto de sete anos contava que o filho vinha mostrando curiosidade em conhecer determinado tipo de revista para adultos e citava como exemplo a conhecida "Playboy". Os amiguinhos da escola comentavam freqüentemente com ele o que viam na revista, e, também por isso, a mãe estava em dúvida sobre como proceder com o filho nessa situação. Apesar de não ter sido explícita, a mãe queria mesmo era saber se deveria ou não deixar o filho ter acesso à revista.

Como estamos falando de uma criança de apenas sete anos, muitos pais já têm a resposta na ponta da língua: "Sete não!" Mas, se falássemos de garotos de 12, 13 anos, muitos pais não teriam dúvida: comprariam a revista para o filho. Aliás, muitos já fizeram isso quando a capa foi de uma garota conhecida deles pela TV. E, com maior naturalidade, os pais me disseram que, se não tivessem comprado a revista, o filho a teria visto na escola. Bela desculpa para explicar a omissão educativa!

Sim, provavelmente o filho teria visto na escola. Mas é muito diferente ver uma revista desse tipo – que tem uma advertência na capa avisando ser para maiores de 18 anos – escondido dos adultos do que recebê-la das mãos dos próprios pais.

Por que hoje tantos pais estão com esse tipo de dúvida? Vale ressaltar dois motivos. Proibir tem sido difícil, e mais difícil ainda tem sido remar contra a maré, ser diferente da maioria dos outros pais. Como educar é difícil! Há 30 anos, os pais achavam que sabiam a melhor maneira de educar os filhos. E, sem dúvidas e com todas as certezas, faziam o que achavam certo. Mas hoje, com tantas informações, com tantas teorias, os pais estão com todas as dúvidas e nenhuma certeza.

Mesmo assim, educar é preciso! E educar um filho significa, ainda, ensinar a ele todos os princípios, os valores, a moral e as virtudes que os pais valorizam. Por isso não deve importar aos pais se aquilo em que acreditam é considerado moderno ou não, careta ou não.

Seu filho vai reclamar quando você disser que ele não tem idade para ver a "Playboy"? Vai chamar você de careta e dizer que legais mesmo são os pais dos amigos? E vai procurar ver a revista assim mesmo? Vai. Não importa. O que importa é o ato educativo, e os pais não podem se omitir dessa responsabilidade.

Observe as afirmativas abaixo.

(11) Ser moderno, aceitar tudo que os outros pais fazem como algo “normal”, ainda que vá contra seus princípios, apenas para não entrar em confronto com o filho, não implica ser bom pai.

(15) O bom pai, preocupado em não ser chamado de careta, faz como o pai dos amiguinhos de seu filho, cedendo aos seus caprichos. Já que não vai conseguir evitar que ele veja a revista proibida para menores de 18 anos, é preferível ele mesmo comprar, pois as crianças são curiosas.

(26) Os pais têm muita preocupação em acertar na educação de seus filhos, buscam informações e teorias modernas para saberem como agir diante de determinadas situações, porém, ao invés disso, ficam cada vez mais inseguros.

(8) Educar, há 30 anos, era muito fácil, pois não havia tantas teorias, os pais sabiam que atitudes tomar com seus filhos e agiam da maneira correta.

Assinale a alternativa que corresponda à soma das afirmativas corretas em relação ao texto.

 

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