A transição do conhecimento clássico que chegou até a Renascença teve alguns aspectos peculiares. Observe o que se diz nos dois excertos a seguir:
“Até o começo do século IX, Constantinopla não era o único centro de difusão do saber clássico. Nessa época, a ciência era um importante centro de disputa na rivalidade entre o Império Bizantino e o califado abássida de Bagdá. Muito interessado em matemática, o califa Al Mamun (813-833) mandou traduzir inúmeros textos científicos, de modo que o legado grego chegou a amplos setores do mundo medieval pelas mãos dos árabes. Esse programa de traduções era parte de uma ideologia que buscava ressaltar a excelência intelectual dos gregos antigos em oposição à mediocridade dos gregos cristãos bizantinos”.
MIKAËL NICHANIAN. Guardiões da cultura grega. in: História viva, nº74. São Paulo: Duetto Editorial, p.42.
“[...] se há polêmica entre os historiadores no que diz respeito à periodização que estabelece o fim da Época Moderna, quase não há discussão sobre o seu início: a Renascença representa o longo período de concepção do mundo moderno, um universo cultural de valores laicos. Para (Agnes) Heller, o renascimento constitui-se na primeira grande onda do já tardio processo de transição do feudalismo ao capitalismo”.
MARCOS ANTONIO LOPES. Humanismo e Renascimento. in: Leituras da História Nº21, Caderno História em perspectiva. São Paulo: Editora Escala, p.4.
Baseando-se nos excertos acima, pode-se afirmar corretamente que