Para responder a questão, leia parte do editorial A Cidade e o Automóvel, publicado na edição número 37 da revista Ciência & Ambiente. Essa revista é editada em associação com os Centros de Ciências Naturais e Exatas, de Ciências Rurais e de Ciências Sociais e Humanas da UFSM.
TEXTO 01
Ao nos depararmos com imagens de gigantescos engarrafamentos que constrangem as nossas cidades em todos os quadrantes planetários, é impossível não concluirmos que o sonho de liberdade e o desejo de comodidade pessoal, propiciados pelos veículos automotivos na viagem destinada a driblar tempo e espaço, encontram-se sob intenso questionamento. Embora as aspirações individuais sejam legítimas, o primeiro passo concreto, real, para a superação da enorme encrenca em que estamos metidos, parece residir na (re) valorização dos interesses comuns e da solidariedade na construção dos espaços urbanos e de seus múltiplos equipamentos. O primado das formas coletivas e integradas de transporte, sustentado pela inventividade humana e pelos cuidados crescentes com a estabilidade ecológica, pode indicar, em sentido literal, uma saída no fim do túnel. Mas não será fácil. Afinal, quem se habilita a deixar de lado seu reluzente, cômodo e tão sonhado carro?
Uma das estratégias de incluir o público leigo na comunidade de leitores de revistas acadêmicas, como Ciência & Ambiente, é empregar, em algumas passagens, o nível mais informal da língua. Essa afirmação está comprovada no texto pelo uso das expressões