Acredito na existência de vida em outros planetas. Tenho três adolescentes em casa. Embora seus corpos permaneçam nesta dimensão, suas mentes vagam bem além da ionosfera. Não. Não adianta dizer que também já fui assim. Não fui. Não fui. Não fui. Vou prender a respiração até você acreditar em mim. Não tive infância, nem adolescência; já nasci velho. Portanto, observo as três jovens moças como se a porta da nave tivesse acabado de se abrir e, lá de dentro, eu ouvisse: "Leve-me ao seu líder".
Errado. Essa frase jamais seria ouvida no planeta de onde elas vêm. Lá, o desconhecimento do conceito de líder é absoluto. Logo, por que haveriam de querer conhecer o líder da Terra? Graças às últimas festinhas de criança, que hoje percebo terem sido congressos de ufologia disfarçados, sou testemunha de que alienígenas do sexo masculino são rebeldes, mas isso não torna as alienígenas do sexo feminino exatamente dóceis. Elas são é distraídas, vivem com a cabeça nas nuvens, não associam a TV ligada à eletricidade.
DAPIEVE, Arthur. Notas de ufologia parental. O Globo, 13 ago. 2004. (Adaptado)
As duas orações enunciadas estão ligadas por conectivo adequado ao sentido expresso no texto em: