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75643 Ano: 2006
Disciplina: Português
Banca: CESPE / CEBRASPE
Orgão: CL-DF

Folha: O prazer no trabalho depende do reconhecimento ao trabalhador?

Dejours: Sim. As pessoas desejam trazer contribuições às empresas e até reclamam esse direito. Tudo vai depender da forma como os superiores respondem.

Folha: A gestão participativa e as equipes de trabalho transformam o sofrimento em prazer?

Dejours: O sofrimento está sempre presente, inclusive nessas relações de trabalho. Não existe organização do trabalho perfeita. Mesmo que as situações de trabalho sejam duras, as pessoas se sentirão bem se houver reconhecimento. Da mesma forma, as equipes de trabalho podem resultar em prazer desde que a empresa reconheça a criatividade dos empregados.

Folha: O reconhecimento é a chave para o incentivo das pessoas ao trabalho?

Dejours: Parece que o reconhecimento proporciona uma resistência física muito superior. Uma pessoa que decide atravessar o oceano Atlântico, sozinha, em um barco, sabe que vai submeter-se a um trabalho duro e perigoso. Mas a expectativa de reconhecimento lhe confere capacidade de resistir a tal ponto que ela se sente melhor trabalhando que parada.

Denise C. Marin. Trabalho traz pouco prazer, diz médico. São

Paulo: Folha de S. Paulo, 1.º/5/1994, p. 3, cad. 7. Apud Sônia

Maria Ribeiro de Souza. Op. cit., p. 145-6 (com adaptações).

Com relação aos sentidos e às estruturas lingüísticas do texto acima, que apresenta trecho de entrevista, concedida pelo médico do trabalho e psiquiatra francês Christophe Dejours, julgue o item que se segue.

De acordo com o texto, prazer e reconhecimento no trabalho estão em relação de interdependência: o primeiro condiciona o segundo e vice-versa.

 

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