Magna Concursos
1409445 Ano: 2010
Disciplina: Português
Banca: IF-SUL
Orgão: IF-SUL
A fúria do interior terrestre
O interior da Terra está longe de ser um meio passivo. Pelo contrário, a imagem que prevalece hoje é a de um interior dividido em várias camadas, como uma cebola, Aparte central, com um raio de 3.500km. é dividida em duas partes, a mais interior, sólida, com um raio de 1.300km, e a mais exterior, líquida. A densidade no centro da Terra pode ser 12 mil vezes maior do que a da água, e a temperatura pode chegar a 5.000º C, comparável à da superfície do Sol. Essa energia toda vem ainda do processo de criação e evolução inicial da Terra, com alguma contribuição de decaimentos radioativos. A Terra continua esfriando até hoje.
Essa parte central é envolta por outra camada, chamada manto, que também tem em torno de 3.000km de raio. Mesmo que não possamos, como os heróis da aventura “Viagem ao Centro da Terra”, de Jules Verne, visitar o manto, podemos conhecer sua composição por meio de explosões vulcânicas. A lava que é expulsa nessas explosões vem do manto, o que nos dá uma ideia da incrível complexidade subterrânea de nosso planeta. O manto, por sua vez, é envolto pela crosta terrestre, a fina “capa” com espessura variando entre 8km e 15km que nos protege do caos sob nossos pés. Mas essa proteção nem sempre é eficaz.
O leitor mais cético pode se perguntar: “Mas como cientistas podem conhecer tão bem o interior da Terra sem irem lá?”, Ótima pergunta. O mapeamento do interior terrestre é um dos vários exemplos em ciência em que extraímos informação sobre algum sistema sem observá-lo diretamente. As informações sobre o mundo subterrâneo nos são reveladas por um dos eventos mais catastróficos do mundo natural, os terremotos.
Se. como descrevi acima, a densidade do interior terrestre aumenta em direção ao centro e a parte superior do manto é feita de material rochoso líquido (o magma, que vira lava quando expelido por vulcões), basicamente nós aqui na superfície boiamos sobre esse material. A caldeira infernal do interior gera quantidades enormes de gases que procuram por um escape em direção à superfície. A pressão é tão grande que chega a locomover pedaços da crosta, às vezes aproveitando falhas e fissuras. Esses movimentos são os terremotos [...].
(GLEISER, Marcelo. Folha de São Paulo, 24 out. 1999)
alternativa em que o particípio destacado foi corretamente empregado é
 

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