Leia o texto de Antonio Prata, a seguir, para responder às questões de números 05 a 07.
Nada me deixava mais tranquilo do que os sons da máquina
de escrever vindos do quarto ao lado. Era meu pai,
escritor, que trabalhava depois que todos haviam ido dormir.
O batuque no teclado, o ronco grave do rolo girando com o
papel e a sineta do carro tilintando ao ser devolvido à posição
inicial – plim! – me garantiam a presença de um adulto, ali ao
lado: se não ao alcance das mãos, ao menos dos ouvidos.
O ritmo caótico, mas contínuo – como chuva no telhado –,
era ainda melhor do que a música de ninar, cadenciada, pois
sugeria que mesmo em meio à confusão poderia haver harmonia.
Sob esse cafuné auditivo, o mundo desaparecia, sem
violência, depois voltava a existir, quando eu menos esperasse,
iluminado: plim!
Prata, Antonio. Nu, de botas p.15 – 1a ed. – São Paulo:
Companhia das Letras, 2013. (Excerto adaptado)
Leia com atenção as seguintes passagens do texto:
I. Nada me deixava mais tranquilo do que os sons da
máquina de escrever vindos do quarto ao lado.
II. ... me garantiam a presença de um adulto, ali ao lado:
se não ao alcance das mãos, ao menos dos ouvidos.
III. O ritmo caótico, mas contínuo (...) era ainda melhor
do que a música de ninar...
As expressões em destaque exprimem, respectivamente,
ideia de: