Texto para os itens de 1 a 10.
A filosofia da informação e a sociedade da informação e do conhecimento: reflexões diante do progresso tecnológico
1 A demasiada e facilitada produção de informação, sobretudo por meio de recursos tecnológicos utilizados nas
últimas décadas, tem proporcionado algumas inquietações acerca do pensamento filosófico inter-relacionado à informação
e à sociedade da informação, visto que a informação tem desempenhado um papel central na sociedade contemporânea e é
4 considerada como condição básica para o desenvolvimento econômico e social.
O impacto das novas tecnologias de informação e comunicação (TIC) na vida cotidiana influi significativamente
na noção do que é informação, cujo conceito se modifica de disciplina para disciplina ou de contexto para contexto.
7 Saracevic (1975) ressaltou que, em uma disposição formal, o fenômeno informação é estudado em disciplinas diversas e
apresenta ramificações complexas e muitas manifestações associadas a ela.
Para Barreto (2003), a informação passou a ser compreendida como um produto ou uma mercadoria e esta
10 alteração levou à necessidade de pensar sobre o fluxo informacional e buscar compreender a qualidade desse produto. O
autor ressalta que a informação é considerada como uma mercadoria simbólica de características específicas que não se
esgota com o consumo e, ao ser consumida, permanece consumível por um tempo determinado em um espaço definido, e
13 essas características determinam sua qualidade e validade.
Outras características evidenciadas por Barreto (2003) referem que [sic] a informação, ao ser consumida, não
transmite a propriedade, isto é, ela continua como posse de quem a detém, salvo em casos muito especiais. Sua unidade de
16 medida é imprecisa e não é homogênea, e seu preço, caso possua, tem pouco a ver com seu custo, bem como não há relação
entre o valor de custo e o valor de venda e, muito menos, com o valor atribuído pelo sujeito que a utiliza e, por último, com
as condições de oferta e demanda de mercado.
19 No contexto pós-moderno, a informação e o conhecimento constituem-se por uma aparente via de ruptura, que faz
surgir revoluções científicas, estabelece abertura para relações disciplinares, fornece subsídios para o desenvolvimento de
teorias, metodologias e filosofia acerca da informação e da informação tecnológica que, para Ilharco (2003), são consideradas
22 uma fonte de poder.
É nesse aspecto que Floridi (2002) apresenta um caminho diferente e interessante ao propor o campo da filosofia
da informação. Entre as questões afetas a essa filosofia, algumas reflexões são objetos de estudo, entre elas: o que vem a ser
25 filosofia da informação? E qual sua relação com a sociedade da informação?
Internet: <ww.revistas.usp.br> (com adaptações).
Acerca dos aspectos gerais do texto, julgue os itens de 1 a 10.
Caso o termo “surgir” (linha 20) fosse flexionado no plural, manter-se-iam a correção gramatical e o sentido original do texto.