Nasceu livre aquele local. Livre e deserto de saberes. Nem uma folha impressa por ali subia ou descia ao sabor do vento, com ou sem a leve brisa do tempo.
Os primeiros anos foram passando à medida que se aperfeiçoavam os sentidos, e, na mesma dimensão, as aprendizagens surgiam, aliando as imagens e os sons à memória que começava a ser disciplinada. Aos três anos, já se identificavam letras e se soltavam palavras. Aos sete, o nome se escrevia: biblioteca, entre algumas incertezas que se . O espaço que outrora estava amplo passava a ter umas quantas estantes.
Os anos foram reunindo experiências, saberes, áreas e métodos, e, na mesma proporção, o espaço foi ficando pleno de livros. Nestes anos, a luz dos , os recreios e espaços públicos, a sombra das árvores, o cheiro de terra molhada e as brincadeiras de criança foram cúmplices dessa biblioteca que crescia acumulando as folhas impressas em livros cozidos ou colados.
A biblioteca era agora um campo aberto, onde o horizonte não tinha limite, as personagens não tinham estória fixa para contar, e as portas abertas eram sinônimo da presença humana, convívio, partilha de saberes, experiências, vivências e conhecimento. Essa essência da biblioteca que vive dentro de cada um de nós, que cresce à proporção que avançamos no percurso de vida, reflete o saber, os mil e tantos mundos, as únicas e singulares histórias de tantas personagens imaginadas, imaginárias, imaculadas no nosso pensamento, retidas em nossa memória.
As bibliotecas do nosso viver se situam em diferentes espaços, catalogadas ou indiferenciadas, com mesas e cadeiras, com computadores ou sem eles, com livros empoeirados ou sem pó, e, mesmo que muitos desses títulos possam ser , elas são únicas, sem , pois construídas a partir do nosso sagrado ponto de vista acerca de cada experiência, de cada drama, de cada comédia, de cada personagem. É assim: a biblioteca de cada um de nós tem vida pelo raciocínio, pela partilha, pela exploração de cada canto, de cada instrumento, de cada nova tecnologia complementar à história impressa, ao livro prensado e colado.
Esta estória mais não é do que uma metáfora sobre o crescimento humano, alimentado pelo saber que adquirimos nas tantas bibliotecas que conhecemos: nas nossas e em todas as outras que já foram nossas.
Adaptado de: HEITOR, J. Disponível em: <http://suplementodealma.
blogspot.com.br/2012/05/biblioteca-donosso- ser.html>. Acesso em: 30 de junho de 2012.
Considere as seguintes propostas de deslocamento de palavras e expressões do texto.
1. Deslocamento de aquele local para imediatamente antes da forma verbal Nasceu, desconsiderando-se o uso de letras maiúsculas.
2. Deslocamento de na mesma proporção para imediatamente antes de pleno, com a colocação de vírgulas antes e depois da expressão deslocada.
3. Deslocamento de nosso para imediatamente depois de pensamento, sem modificações adicionais.
4. Deslocamento de mais para imediatamente antes de uma metáfora, sem modificações adicionais.
Quais alterações manteriam a correção e o sentido do texto?